A medida protetiva é uma ferramenta essencial para proteger mulheres em situação de violência. Ela estabelece limites claros e busca interromper ciclos de agressão. Mas há um problema grave: sem fiscalização efetiva, essa proteção se torna frágil e, muitas vezes, insuficiente.
Na prática, não basta a decisão judicial. Em casos de risco, o agressor precisa ser monitorado, e qualquer descumprimento deve gerar resposta imediata. Se o limite é ultrapassado e nada acontece, a medida deixa de proteger e passa a ser apenas um documento sem efeito real.
O grande desafio está no cumprimento da lei. Falta integração, agilidade e prioridade nas respostas. Cada falha nesse processo abre espaço para que a violência continue, colocando vidas em risco.
Proteger mulheres exige mais do que papel. Exige ação, rapidez e compromisso. Quando o sistema funciona, ele salva. Quando falha, as consequências podem ser irreversíveis.




