Neste ano de 2026, 10 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul. O dado, por si só, já é alarmante. No entanto, por trás de cada número existe uma vida interrompida, uma família devastada e uma história que deixou de continuar. Tratar o feminicídio apenas como estatística é ignorar a dimensão humana de uma tragédia que se repete todos os anos.
A violência contra a mulher não começa, necessariamente, com a agressão física. Muitas vezes, ela tem início no controle excessivo, nas ameaças veladas, na humilhação constante e no isolamento social. Esse ciclo silencioso evolui até alcançar níveis extremos, quando o desfecho se torna irreversível. O feminicídio é a última etapa de uma sequência de violências que poderiam ter sido identificadas e combatidas antes.
O enfrentamento desse problema exige mais do que discursos. É preciso prioridade política, orçamento específico e ações concretas. Leis precisam ser aplicadas com rigor. Medidas protetivas devem ser fiscalizadas com eficiência. Delegacias especializadas, casas de acolhimento e políticas públicas de prevenção precisam de estrutura e investimento contínuo.
Além da responsabilidade do Estado, a sociedade também desempenha papel fundamental. Romper o silêncio é essencial. Denunciar situações de violência pode salvar vidas. No Brasil, o Ligue 180 funciona 24 horas por dia, oferecendo orientação e acolhimento às vítimas.
A violência contra a mulher não é uma questão privada; é um problema social, de segurança pública e de direitos humanos. Cada vida perdida reforça a necessidade de agir com firmeza e compromisso.
Não são apenas números. São mulheres que mereciam viver.
Denunciar salva vidas.
Ligue 180.
Chega de silêncio. Chega de omissão.




